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Vanilton Lakka

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Mestrando em Artes e Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Uberlândia, bailarino, coreógrafo e pesquisador de Dança.
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Vanilton Lakka

Dança
February 24

Lakka en Caracas

 

Falando sobre Interferencia Inacabada...preste atenção no ruido ao fundo

 

Interferencia Inacabada...preste atenção no ruido ao fundo

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May 15

coreógrafo-Intérprete?

Coreógrafo-Intérprete?

 

Por Vanilton Lakka

 

Tenho refletido a algum tempo sobre está questão, e um dos pontos de apoio desta reflexão tem sido minha própria história na dança. Comecei a dançar Dança de Rua com 14 anos em Uberlândia, logo criei meu próprio grupo e todas as coreografias eram montadas por mim e por alguns amigos - este processo era comum na cidade. Depois de alguns anos dentro deste formato, comecei a freqüentar escolas de dança e nesse novo ambiente tive contato com outras técnicas de dança como o Ballet, o Jazz e aulas fragmentadas de técnicas de Dança Moderna, no entanto, não perdi o contato com o universo da Dança de Rua, já que a minha intenção era melhorar minha formação para melhorar meu desempenho na Dança de Rua e não me tornar um bailarino clássico.

A partir do momento que tive contato com o universo das escolas de dança a minha dança mudou, não queria mais criar coreografias de Dança de Rua como concebia antes, mas também não me identificava com o que era produzido nas academias de dança. A solução encontrada foi a Dança Contemporânea, eu e alguns amigos que traziam o mesmo histórico fundamos o Werther – Pesquisa de Dança, um grupo de dança composto apenas por homens oriundos da Dança de Rua que pretendiam fazer uma Dança Contemporânea que contivesse os aspectos técnicos presentes na formação de cada indivíduo, e que fosse realizada através de um processo de criação coletiva.

O grupo fundado em 1997 existiu até 2002, após a sua dissolução me concentrei em dar aulas e criar trabalhos para outros grupos, além disso, iniciei uma carreira solo, como coreógrafo-intérprete-solista. Além disso, voltei a trabalhar com grupos e sempre que interpretava uma obra de um outro coreógrafo este se apropriava da minha formação técnica diferenciada.          

 

Questões...

 

1 - Um coreógrafo que cria para um grupo e também atua como intérprete na mesma coreografia é um Coreógrafo-Intérprete ou apenas uma Coreógrafo que é também um Intérprete?

 

2 - Será que quando comecei a dançar Dança de Rua executando coreografias que eu mesmo criava (não apenas para mim), eu já era um Coreógrafo-Intérprete? Se existi uma diferença, qual seria?

 

3 - Existi uma diferença entre um Coreógrafo e Intérprete e um Coreógrafo-Intérprete?

 

4 - Qual a interferência que uma formação em grupos de Dança de Rua pode ter exercido na minha elaboração hoje como Coreógrafo-Intérprete, considerando que a maioria das pessoas que compõe o universo da Dança Contemporânea tiveram seu inicio na Dança Clássica e dentro de uma academia/escola de dança?

 

 

Por traz do Criador-Intérprete!...respostas 1, 2 e 3

 

No ano de 2005 na 14° edição, o Panorama Rio Dança trouxe em seu cronograma uma discussão/conversa pública com o tema “Intérprete-Criador: tendência opção ou necessidade?”, dentre os convidados estava Laurent Goumarre crítico e programador do Festival de Montpellier Danse Laurent. Em sua fala, apresentou o histórico do movimento na França e sua atual situação em seu país.

Um dado em especial chamou a atenção, ele expôs algumas características de obras que estes artistas criadores-intérpretes apresentavam, dentre elas: sustentou que este movimento recusa o movimento corporal, pois acreditavam não saber ao certo o que ele diz, ressaltou ainda a utilização de luz branca e o uso do nu de forma “política”, algo não realizado anteriormente.

Sua fala esclarece algumas questões, dentre elas, que não bastaria para ser entendido/aceito como um criador-intérprete dançar em um grupo movimentos/gestos/passos criados pelo próprio intérprete, ou mesmo, dançar uma obra em um grupo sendo um dos intérpretes o próprio criador.

O que a denominação Criador-Intérprete ou Coreógrafo-Intérprete traz implícita é o fato deste dizer respeito não apenas ao indivíduo/artista que interpreta suas próprias criações, ela diz respeito sim, a um tipo muito específico de produção, que traz entre outras as características anteriormente mencionadas.

Portanto, entendo que quando no universo da Dança Contemporânea alguém usa o termo Coreógrafo-Intérprete, está se referindo a mais que uma condição (ser eu mesmo intérprete do que eu crio), mas a uma postura ideológica restrita a um grupo de pessoas, que tem a sua defesa ideológica materializada por um determinado tipo de produção, que traz conteúdos e formatações coerentes com o que este coletivo defende e se identifica.

 

 

4

 

Considerando-se que (ainda) a maioria das pessoas que compõe o universo da Dança Contemporânea tiveram seu inicio na Dança Clássica e dentro de uma academia/escola de dança, penso que esta mesma maioria passou por um processo de formação muito similar. Acredito que isso possa desempenhar uma diferença enorme, na medida em que esta formação interfere diretamente na maneira como estes profissionais se relacionam não apenas com a interpretação ou a criação, mas com todas as questões estruturais da Dança enquanto obra cênica produzida em um sistema capitalista, globalizado e pós-moderno.

Penso que a autonomia exercida pelo intérprete frente a criação do que se interpreta (de certa forma uma exigência atualmente), recebe uma interferência direta da formação do qual o intérprete foi submetido, talvez estruturas mais flexíveis e que tragam uma margem maior para que o estudante de dança possa se posicionar enquanto um indivíduo pensante, possa resultar em profissionais que além de intérpretes, sejam criadores dentro do que interpretam (mesmo que não concebidos por eles próprios) pois, acredito que criador-intérprete diz respeito a um individua/artista capaz de se apropriar do que tem que interpretar, pois a criação e a autonomia reside ai e não em interpretar algo criado pelo próprio intérprete.  

May 09

sapateado em Uberlandia

9ª SEMANA DO SAPATEADO DO UAI Q DANÇA 
 
Uberlândia
 
21 a 27 de maio de 2007
 
 
PROGRAMAÇÃO:
 
  • Apresentações - 17, 23, 24 e 27 de maio
  • Jam Session - Banda Géleia Geral (jazz)
  • Mesa-Redonda -  SAPATEADO NO BRASIL: INTERDISCIPLINARIDADE E PROCESSOS CRIATIVOS.
  • Oficinas: Christiane Matallo , Gilberto de Syllos, Juliana Garcia e Sérgio Rocha (percussão corporal).
CONFIRA OS DIAS, HORÁRIOS E VALORES NO NOSSO FOLDER EM ANEXO. E ENTRE EM CONTATO CONOSCO!!!!
 
BEIJOS INCENTIVADORES..... IARA SCHMIDT
 
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